quinta-feira, julho 30, 2009

Vaso Esvaecido


Vaso Esvaecido





Somos vasos que caem e se quebram

Vasos que se restauram

Um vaso colado nunca é igual,

Mas permanece fundado



Um coração quebrantado

Tentando se equilibrar

Sim! Sou um equilibrista agora!

Se dissolvendo por dentro, chorando por fora



Distante da peça fundamental para ser sustentado

Numa ânsia de tê-la comigo,

Fulgindo, linda

Mas o que resta é só essa tristeza infinda!




Fatigante, doloroso, como um vaso caído

Sinto-me prostrado, arruinado, infringido!

Este é um vaso triste, cabisbaixo, machucado,

Vivendo...

Sem o pedaço que lhe foi tirado




Mergulhado...

Em uma pilha de cacos

Tentando encontrar o pedaço

Do peito que lhe foi arrancado.




Que desalento.

Oh! Que ânsia de ser suprido!

Quem sou eu?

Diga-me...

Sou um vaso partido?




**


Autor: David Buster



**


Lindo poema, espero que deste

Surjam tantos outros, lindos,

Como este!

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